Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Augusto dos Anjos
Para mim está é uma das melhores obras da poesia brasileira, demonstra todo o tédio do homem moderno e toda sua angustia causada pela terceirização das relações sociais,a pesar de mostrar um pessimismo exacerbado se mostra realista frente a conjuntura paradoxal de amar.

Fiz uma divulgação do seu blog lá no blog.
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Abraço!!!
Já virei leitor assíduo, mas eu sou daqueles exigentes que fica pedindo textos sempre. rsrsrs!
Por sinal estou esperando viu o novo texto já. :)